180 minutos

La tigre e la neve

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Roberto Benigni, 2005 (Italia) – imdb

– E se um delirio de um poeta fizer nevar em Roma enquanto um tigre se perde das ruas? E tudo porque o amor permite? Ver o filme de Benigni, que não é uma obra prima, é sorrir até ao fim. Deixar-se levar pelo cómico e esquecer que a morte é um destino primário.

– Attilio é um poeta que vive enamorado com a ideia de materializar a mulher dos seus sonhos e assim viver feliz para sempre. Essa mulher é Vittoria, que não vivendo da poesia, escreve a biografia de Faud, poeta iraquiano e amigo de Attilio. Estamos em 2003, durante a Guerra do Iraque, e Faud decide regressar ao Iraque depois de alguns anos a morar em França. Vittoria, deslizando nas muitas investidas de Attilo viaja para o Iraque para acabar o seu trabalho. No entato, tem um acidente do qual resulta um edema cerebral que a prende a um hospital sem condições. A partir de então, Attilio vai fazer tudo (o impossível, também) para trazer Vittoria à vida.

– Os sonhos de Attilo, ao som de Tom Waits, são divinos. É impossível não rir perante a ingenuidade cómica do inconsciente do poeta.

– O fim é sublime, contrariando muitas impressões irritantes prévias como o cordão que tocava nos olhos de Vittoria quando Attilio a beijava na testa ou o desencontro forçado entre o despertar de Vittoria e a prisão militar de Attilio.

– No fim, tudo faz sentido, mesmo que pareça inverossimil, tal como toda história entre Attilio e Vittoria. Apesar isso, o filme não é mais do que um poema de amor. E dos poemas, não se pedem que sejam verossímeis.

**** Bom

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